Miscellaneous.

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Miscellaneous.
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Mixed Material
Creator:
Wagley, Charles
Donor:
Charles Wagley ( donor )
Physical Location:
Box: 11
Folder: Miscellaneous.

Subjects

Subjects / Keywords:
Anthropology--United States--History
Galvao, Eduardo Eneas
Gurupa (Para, Brazil)--Photographs
Indians of South America--Brazil
Tapirape Indians
Tapirape Indians--Photographs

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General Note:
0

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Source Institution:
University of Florida
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System ID:
AA00000197:00009

Full Text












-j ^faeir Wernzek de Castro,


-. . .-. -- r ....

Voei hi de
c o mp re pela doen
ef d e r que Rio e das
eu nho po- Central,
-,. nha o seu no- como se
S- :' me no alto sincero p
, de uma carta inclusive
aberta. Seria zas, um 1.
': arriscA-lo, em sos problem
'vista das fun- de tal for
6oes que vocd diamos
*.,;.k .A exerce, t f1- um estra
ria inquisitorial dos -"red desenvolti
batters" do "Comit6 de Atl- cilncla d
vidades Anti-Americanas"; patriclos
seria exp6-Io a uma conver- guerra pi
- sa corn as chantagistas e como se
'provocadores do deputado brasas do.
Parnell Thomas, individuos devastada
por certo tio repelentes exemplo
quanto um Barreto Pinto ou pirito de
um Himalaia Virgolino. Que- nao send
ro poupar-lhe 6ste desagra- control eo
do, cm nome da nossa velha alguns
amizade.i amigos.
Nao estaria Ihe escreven- trabalho
do agora se ndo tivesse a .
certeza de que os anos de
convivencia conosco, em di-
ferentes 6pocas do gov&rno ;tryaig
de Roosevelt, fortaleceram a Xers '
sua estima pelo nosso povo 'pI
e pelo nosso pais. Conhecen-
do de perto a vida dos reti- a ez
rantes nordestinos, das p- ';'u
Dulacoes _amaz6nicas roidas


gal dos coftigos do
rm;]ocas-do Brasit
voee! "desenvolveu",
diz a, um carinho
eTas; nossas coisas,
as hossas fraque-
nteoisse pelos nos-
maq..uma simpatia
ga .'ue ja nao po-
mai -considera-lo
nhcr No meio da
ura.,ou da incons-
e thntos dos seus
qie.. durante a
savap .o nosso1golo
nI]s ardessenL as
.exioib ou da "terra
"i4oe tnos dava o
ie- itr-i genuino es.-
ftaternidfade. E,
o .omunista, en-
ntr6 oPeomunistas
s seus melhores
nheiros- de
Porque a
cuja ima-*
consigo era
da quieta e
de do inte-
S estudoU, era
irito de pes-
celto
pas-


Durante algum tempo .esse
infiltraqdo cultural. W fef
corn relative facilidade. ]
que estavamos ainda na ilu-a
sho da Boa Vizlnhanga. 0O
gov6rno de Roosevelt tinha
reallizado multa colsa post-
tiva no sentido de um inter-
cbmbto leal, e contava corn
a simnpata ardente do puvo
brasilelro. Durante a guerra,
que fizemos nds senko res-
saltar o que havia de melhor,
nos Estados Unldos? Como
voce sabe, era esta a manel-
ra que tinhanios de forgar
uma said par.a a ditadura
de Getfillo, de abrl. -umna'-
- brecha no Estado Nbvo e le-
4ar o pais a c0laboraqao corn
os aliados. Pols todd esse ca-
Rital de boa vontade chegou
intacto Aus m5.os de Truman,
e havia de Ihe ser precloso -
quando 6le se colocu &
frente da political imperia-
lista, da political de expan-'
bio dos Estados Unidos.
Terminada a guerra, res-
tabelecidos os canals natu-
rais de intercimblo entire as
paisas do mundo, e, princl-
cipalmente, positivada a no-i
va orientagio do governor
americano no sentido do re-
*s 2i ,.stils '1.- a.primeira


_1IM !tu otmusmo ga impl eion TTI l
-dirgen- acusados de 6fooboa, de-
apareciam, num en- malucos, de agents russos a
nto cordial diante outras amabllidades no ge-
7comum que ambiclO- nero. Os "bem pensantes"
alh: um mundo de.paz, preferiram cont.inuar fazen-
e alho e progress, de do de conta que tudo ainda
j*00 qAo entire -as povos. corria conm no tempo de
i issoa meu velho,- Roosevelt. Houve urn silnclo
onversas e sonhos de tenso, como se algum DIP
an de Truman. A amarga funcionasse invisivelmente
realidade de hoje 6 bem di- na cabega dos homes, ve-
ferente. Comegou-se poar uni dando-lhes dizer as justas
process de distorgo da verdades s6bre a outra face
propaganda americana do dos Estados Unidos, a face
tempo da Boa Vizinhanca. do grande Babbitt alucinado
A solidarledade inter-ame- corn a perspective de domi-
ricana passou a ter um sen- nlo mundial irrestrito.
tido naio sbmente anti-so- o patriousmo men caro
vldtico, mas anti-eurepeu. aO patu oasmo, entry essays
Al6m de exportar comidas .
Am .Lat (m0gando-nos ma--
quinas), os Estados Unidos .. -
se propuserani tambdm su- Kestlei' Sbre
prir o nosso mercado corn 0 itcto "do -hlumano no
Iddias feltas em s6rie, pelo ap6s-guerra, que sel eu.
sistema que roc&s chamam, (Entre parE.:te--s. nunca os
se nao me rngano, "assern- suplement:- andaram t'o
bly line", e do qual a revista chatos'. 'squeceram por
"Seleg6cs" 6 n modclo mals complete .-4problema nayo
conspicuo. : suscitadoa' p as. ioss.l-xe-
Tratava-se, nemr mais ncim laoes cotri asEstados .Un -I;
mends, de umn pro:es!u t-e dos pela .&1itjda' de expanY-1
re-colonlzarCio cultural, la- sao imperiallsta. 'ialcou, de
mos dizer assim. Naio \-,~ p6, entao, para beneficto dos
diam nem podf.m as neo- neo-colonizadores, a sdrie de
colonizadores compreenaei, panegiricos lancada durante
por exemplo, que tenhamos a gierra, em milhares de ari
um vclho ap6go a cultural tigos, confer&ncias e llvros.\
francesa, cu j a poderosa Nilo se tratou de atualizar
sedugao ainda se conser- eszts pontos de vista.
va Inteira. E- tome man- "
dar modlos e "pin-up girls"' I "
para prqvar que a ca- rY :ta 6
pital da moda 6 Nova York; AR ae..Sk.atesi
tome propaganda s6bre a 1rrr fe im&.
decendencia da Europa e so- Estamos numa sltuaqio die
bre a .desordem da Franqa pals ocupado. Sob o pretexto
em partlcuar Tcom o pres-, do anti-comunismo e sob oa
timoso auxillo de alguns auspiclos da doutrina Tru.
brasUeiros, coma o poeta man, Dutra reln."taura no
Schmidt); tome doses mas- pais a ditadura. A aq.o do
sicas de dpio ent.forma de imp.rialismo #emfrlr.-.n n
cinema hmbecU e patrio- patent c. 6 Indisfar-add
t*ro. (Conchf na ..i pg.)





fin. urns possess&o america-
0 sistema do taritas impe-
a.a represent o Auice balu-
Ie quo pode impedir a con-
rrhncla americana de suplan-
ir a iaddstrla britknica no@
,erCados do Imp6rlo. 0 desem
Divlmenlo hist6rico term de-
tonstrado que a Inport&ncia
as merepdos imperials para a
portao nglesa a u m e t ft
ntinuamente. Em 1913, a Im-
rio absorvia 37 % dessa ex-.
aC&o; em 1937, 48%. De-
da segunda guerra ntum-


%LPHUIU UU UuI U FI U l, Lue m-
rimpos, nas selvas de .oiaz o do
Mato Groso. nas a ueiradas de
Minas, e dos ferroviair Is. E o Bra-
sil das ligas campon as de Slo
Paulo e dos trabalhad res de SOn-
tos e do Braz.
Este journal aesim pode luatr
contra os mil e im Jornais da
reaqio, contra as dee'sas dp esMIl-
qgSe da reaiAo, contra a publici-
dade milionaria dos imuperialistai.
Tamb6ni pequenos eqobres eram
as 18llas da Indepe ncia e ila
Repkblica. tambem madlestas a frA-
gAls eram os Jornais hue lutaram
na Eurnpa Iela libel Jade .(.ntras


tr
tast.tS W
a se abrem os balcoes do imperla-
llsmo para a compra das consci-
enclas, pars o loteamento do Bra-
all entire os grupos do Wall Street,
Mas oa dias sio curtoa para a
reacao. Sua agronia pode durar
ma, o fim sera cerrto. Para^^s
os dias nio sAo cont rs, esli o
future a conaciencia do povo.
Esta nao apodrece romo a -d" pe-
queno grupo fascwia. E ela con-
duziri &.te journal.


U


AMIGS

Et i Td csoeu dentifrcio.
Mbs o produto que rai um
.Vta em Jogo a suasaude.


,CREME DENTA
seus dentes, pr<
cterias, cicatriza
l|rritae&o da boca, vj
' I .4


LA

I


*







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I GOSTOSO


Ed tB.tfl AIJ4UUL14~~


*UXs6o "diariamente
pMa4 sua maio9
garantia


C


U MUNDO N.
-- TEIRO


a..t --m -


A






.ARTA I

a ulm amigo


t'Con:.l s.o da 4.a pdig.)
nTuma orgia de bilh6es, os
supcr-Babbitts saem ocupan-
do o mundo para vender
suas latas de "petit-pois" e
-.uas coca-cols. Nos e a Grd-
-cia, as Filipinas e a Turquia.
entramos de cambulhada na
zonda sinistra. Para os que
nao veem por si, a palavrade
Wallace confirm o alerta
dos comunistas.
Estamos, atsiin, numa fase
critical das relacOes brasilet-
ro-americanas. A gigantesca
mniaqulna de propaganda do
imperiali.smo esta trabalhan-
do para apresentar como
hostilidade aris Estados Unl-.
dos, no povo americano, a
qua nio passa de umn movi-
mnnto de defesa da nossa
-obeoanla. Pracuram, os mi-
seravels, identiflear-se corn
o grande povo de voces;
guardam para sl os lucros da
oliUa de rapina mundial,
.quer'em distribuir a t6-
Swnacao americana os
dos contra-golpes que
litica Lhes vale.
_.esta emergencia que
recisainos estreitar os
amizade corm o povo
rno, desfazendo as
do unperiallsmo. Os
i nteresses e objetivos
m a ser idbntlcos:
.s, acima de tudo, a
-Rnos pela paz que
Truman poe em
1min o seun delfro ex-
ta. Homens com I
I nm uarndtlJ*.A


SB E P T A

americano
mais sombria.- da reaglo
nurte-americaiit.
Assim powder nios traba-
Mar juntos pe:a paz mun-
dial e pela soldariedade do
continente, tal como a en-
tendia o vossn grande e ge-.
nerose Roose'elt. Contra
essa unifo indisolhivel nada
podez i, os bilh6es que Tru-
man esto dcstlnando ao
suborno das conscienclas
venddveis em tkdos os paises.
Lelo nos jcr'n-i; que dez
grandes econiorilsas amerl-
canos anuncian" a iminencla
de inna nova cruise caplta-
lista nos Estidos Unidos,
que poderd set um "desas-
tre irremedinve.".. E me lem-
bro das palavias prof6ticas
de Gacla Lorra, no "Poeta
em Nova York':


"Que ya las cobras silbaram
[por los ultimos pisos,
que ya las origas estr
Icerani pat1s
que ya 1

silas
y mi uy pronto,
[muy pronto.
Ay, Wall Street!";i
Fico aqui por hoje, a espe-
ra de notice is suas. Um
grande abrago do seu amigo
- Moacir Werneak de Cas-
tro".






I


'I


a-


reproduz -um dos trabalhos oferecido par Lcandido Portinari
fiPOPULAR, antes de sua partida para Euenos Amlg
atmua cxposifco de se us ultimos t(ra


)E GLC


I justiqa p6r em relevo.
o da TRIBUNA POPU-
.- da democracia nestes
s anos de lutas.


POPULAR. E, fortalei
pela creecente confiatina
dezenas de milbares 'd*
tores, lila entrentar des
iros dias de 46 osg
da reagio. Ndo f
s6 moment aos tr
es e ao povo, emi


~I












CARTA ABERTA A UM AMIGOAMERICANO

Moacir Werneck de Castro

-(Publicado na "Tribuna Popular" do dia 22 de Maio -
segundo aniversario de nosso valente Jornal) 19.. ,



"Meu caro ,X.

VocS ha de compreender que eu nao ponha o seu nome no alto

de uma carta aberta. Seria arrisca-lo-, em vista das fung5es que

vood exerce, h furia inquisitorial dos "red baiters" do "Comit6

de Atividades Anti-Americanas"; seria exp6-lo a uma conversa comr

os chantagistasc'e provocadores do deputado-Parnell Thomas,

individuos por certo tao repelentes quanto um Barreto Pinto ou

um Himalaia Virgolino. Quero poupar-lhe este desagrado, em nome

da nossa velha amizade,'

Nao estaria lhe escrevendo agora se nao tivesse a certeza

de que os anos de convivdncia comnosco, em diferentes epocas do

governo Roosg4alt,,fortaleceram a sua estima pelo nosso povo e

pelo nosso as, Conhecendo de perto a vida dos retirantes nordes-

tinos, das boptlagqes amaz6nicas r-oidas..pela doenga, dos cortigos

do Rio e das malocas do Brasil Central, vooc "desenvolveu". como se
Smnce~ro
diz ai, um carinho dinmrto pelas nossas coisas, #inlusive as nossas

fraquezas, um interesse pelos nossos problems, uma simpatia de tal

forga que 34 nao podiamos mais considera-lo um estranho. No meio

da desenvoltura ou da inconsciencia de tantos de seus patriclos

que durante a guerra pisavam o nosso solo como se nele ardessem

as brasas do exilio ou da "terra devastada" vocS nos dava o

exemplo de um genuino espirito de fraternidade,. E, ngo sendo

comtnista encontrou entire os comunistas algunSdos seus melhores

amigos e companheiros de trabalho,












Por que isso? Porque a America do Norte cuja imagem vocd

traza.a'consigoera a tradiggo.pregada por Jefferson, era a vida

quieta e profunda da cidade do interior onde voce estudou, era a

firmeza do espirito de pesquiza, o 6dio ao preconceito racial,

a vergonha pelas passadas intervengQes imperialistasina America

Latina, a esperanga numa vida melhor construida pelo esforgo do

home, e acima de tudo 6sse ncomparavel optimism americano.

Nossas divergencias desaparecasiam, num entendimento cordial

diante do fim commum que ambicionavamost um mundo de paz, de

trabalho e progress, de cooperaggo entire os povos,

Tudo isso, meu velhoi,. eram conversas e sonhos de antes de

Truman. A amarga realidade de hoje 4 bem diferente. Comegou-se

por um process de distorgAo da propaganda americana.do tempo da

Boa Vizinhanga. A solidaridade inter-americana passou a ter um'

sentido nao somente anti-sovietico, mas anti-europeu. Alem de

exportar comidas em lata (negando-nos mAquinas), os Estados Unidos

se propuseram tamb4m suprir o nosso mercado com idgias feitas em

serie, pelo sistema que vocos chamam, se nao me engano, "assembly

lineS, e do qual a revista "Selecges" 4 o modulo mais conspicuo"

Tratava-se, nem mais nem menos, de um process de re-colo-

nizaggo cultural, vamos dizer assim. Nao podiam nem podem os neo-

colonizadores compreender, por exemplo, que tenhamos um velho ap~go

a cultural francesa, cuja poderosa seduggo ainda se conserve inteira.

E tome mandar modlos e "pin-up girls" para provar que a capital da

moda 4 Nova York; tome propaganda sobre a decend&ncia (?) da Europa

e sobre a desordem da Franga em particular (com o prdst&moso auxilio

de alguns brasileiros, como o poeta Schmidt); tome doses massigas









de 6pio em forma de.kinema imbecil e patrioteiro.

Durante algum tempo essa infiltraggo cultural se fez comr

relative facilidade. A que estavamos ainda na ilusAo da Boa Vizinhangal

0 governor de Roosevelt tinha realizado muita coisa positive no

sentido de um intero Ambio leal, e contava com a simpatia leal,

e ardente do povo brasileiro Durante a guerra, que fizemos n6s sengo

resaltar o que havia de melhor nos Estados Unidos? Como voc sabe

era estauLa maneira que tinhamos de forgar uma saida para a ditadura

de Getulio, de abrir uma brecha no Estado Novo e levar o pals a

colaboraggo com os aliados. Pois todo esse capital de boa vontade

chegou intacto As mAos de Truman r havia de the ser precioso

quando gle se colocou a frente da political imperialistagcda polltica

de expansAo dos Estados Unidos.

Terminada a guerra, restabelecidos os canais naturals de

intercambio entire os pauses do mundo, e, principalmente, positivada

a nova orientaggo do governo americano no sentido do velho "big

stick". 1primeira attitude da"inteliggncia" brasileira b--ii@era

foi de perplexidade. Os comunistas romperam o fogo, denufnciando a

forga imperialistAca]. Fomos acusados de ..nofobos, de malucos,

de agen6es russos e outras amabilidades no genero* Os "bem pensantes"

preferiram continuar fazendo de conta que tudo ainda corria como

no tempo de Roosevelt. Houve um silencio tenso, como se algum DIP

funcionasse invisivelmente na cabega dos homes, vedando-lhes

dizer as justas verdades s6bre a outra face dos Estados Unidos" a

face do grande Babbit alucinado comn a perspective de dominio

mundial irrestrito.

0 patriotism, meu caro, andou escasso entire essas camadas

de intelectuais. Preferiam eles especular sobre o "maso Koestlerw

ou sobre o concerto do human no ap6s-guerra, que sei eu. (Entre












parenteses, nunca os suplementos andaram tao chatos). Esqueceram

por complete o;problema novo suscitado para as nossas relacges com

os Estados Unidos pela polftica de expansgo imperialista. Ficou de

p4, entgo, para o beneficio dos neo-colonizadores, a serie de

panegfricos langada durante a guerra, em milhares de artigos, con-

ferencias e livros, Nao se tratou de atualizar esses pontos de vista.

Agora, por4m, chegamos a uma encruzilhada decisive. Wall Street

p6s a pata em cima de n6s a expres.sao 6 brutal mas fidelfssima.

Estamos numa situaggo de pals ocupado. Sob o pretexto do anti-comunis-

mo e sob os auspicios da doutrina Truman, Dutra reinstaura no pals

a ditadura. A aggo do imperialismo amer&cano 6 patente, 6 indisfargada.

Numa orgia de bilhoes, os super-Babbits saem ocupando o mundo para ven-

der suas latas de "petit-pois" e suas coca-colas. Nos e a Gr6cia,

as Filipinas e a Turquia, entramos de cambulhada na ronda sinistra,

Para os que nao veem por si, a palavra de Wallace confirm o alerta

dos comunistas.

Estamos, assiM, numa fase critica das relagpes brasileiro-

americanas. A gigantesca mAquina de propaganda do imperialismo esta

trabalhando para apresentar como hostilidade aos Estados Unidos, ao

povo americano, o que nao passa de um movimento de defesa da nossa

soberaniak, Procuram, os miseraveis, identificar-se com o grande povo

de voces; guardam para si os lucros da politica de rapina mundial,

mas querem distribuir a toda a nacgo americana os merecidos contra-

golpes que essa political Ihes vale,

A nesta emergdncia que mals precisamos estreitar os lagos

de amizade com o povo americano, desfazendo as intrigas do

imperialismo. Os nossos interesses e objectives continuam a ser

idgnticos: queremos acima de tudo, a paz; lutamos pela paz que a












doutrina Truman poe em perigo, com o seu delfrio expansionista.

Homens como voc0 term um grande papel a desempenhar neste molmentol

Qto) so pelo que cofhece do Brasil e de our..3 da nossa arte, das

nossas tradig9es populares, dos nossos costumes e maneiras de viver e

pensar. Mas tambgm pelo que vale o seu pensamento como escudo contra

a estupidez erigida em norma de govdrno por esse pobre diabo de

Truman.,

Grande 6 a responsabilidade que pesa s6bre vocs;: os intelectuais,

os escritores, os cientistas, os professors, os artists dos Estados

Unidos, como depositarios principals daquele "sonho americano" que

tem na energia formidavel do proletariado desse pals a sua grande

forga motora; Cabe-lhes impedir que esse sonho se transform em

pesadelo de uma naggo, em catastrofe para o mundo. Confiamos, daqui,

em que voces estejam trabalhando contra a corrente, apesar de t6da

a onda de suspeigoes policiais que a mAquina do capital monopolista

crioutpara entravar a ago do pensamento livre. E que coloquem na

ordem do dia dessa luta umrn ponto: o trabalho pelo retorno da legali-

dadejemocrAtica no Brasil, visivelmente rompida pelos restos do

Estado Novo, sob a influencia das forgas mais soAbrias da beagro

norte-americana.

Assim poderemos trabalhar juntos pela paz mandial e pela soli-.

dariedade do continent, tal como a entendia o vosso grande e

generoso Roosevelt. Contra essa uniao indissoluvel nada podergo os

bilhoes que Truman esta destinando ao suborno das consciencias vendaveis

em todos os pauses,

Leio nos jornais que dez grandes economists americanos anunciam

a iminencia. de uma nova crise capitalist nos Estados Unidos, que

















podera ser um "desastre irremediavel".1 E me lembro das palavras

profeti~as de Garcia Lorca, no "Poeta em Nova York"":


"Que ya las cobras silbaram por los ultimos pisos,

que ya las ortigas estremecerAn patios y terrazas,

que ja la Bo3sa sera una pitrmide de musgo,

que ya vendrAn llanas despues de los fmsiles

y muy pronto, muy pronto, muy pronto,

Ay, Wall Streeti"
Ay, Wnall Steeet .

Fico aqui por hoje, a espera de noticias suas. Um grande

abrago do seu amigo,


Moacir Werneck de Castro







O ESTUDO DAS COMUNIDADES AMAZONICAS.
por
Charles Wagley
Columbia University in the
City of New York


A pesar dos inumeros volumes escritos por viajantes,

naturalistas, ge6grafos, etn6grafos historiadores, toleloristas,

e outros, que tratan da ocupacio hermana do vale do Amazontas,

o estudo da comunidade hermana taen sido negligenciado. Isso

6 especialmente verdade se nos limitamos a pesquisa que utiliza

o metodo modern de estudo de comunidade. fsse m6todo, conform

diz Cbnrad 'rensberg, "6 a ualauLei em queo optoblemde&texaainado

em confront on dentro do meio que condiciona o comfrotamento

e attitudes dos individuos que integram a vida de uma determinada

comunidade. *em por objeto estudar o comportamento e as atitudws

in vivo pela observagio e nio in vitro por separacgo e abstrapio

on experimantalmente como umr modSlo." (Arensberg and Kimball,

1965 p. 29). Em outras palavras, o estudo de comunidade deccreve

e analisa as realidades da vida dentro do contest de uma

unidade natural da sociedade humana -- a comunidade. t concrete,

especifico e impirico posem tamb&neana&dticoett&6tioo.

A m6todo de estudo de comunidade usado pelos antropologistas

e soci6logos implica um conhecimento intimo da comunidade estudada.

) pesquisador, ou a equipe de pesquisadores, tera que viver numa

determinada comunidade por muitos meses -- frequentemente um ano





- 2 -


ou mais. le usa a tecnica bem conhecida de pesquisa antrop61ogica

do "observador participant" que 6 a aprendisagem pela espe-

ri6ncia de p*p* mi ,ap vvendo a vida da comunidade. 0 pesquisador

entreviata tamb6m muitos individuos em todas as posigoS da

hierarquia da comunidade. Pode uinda utilizar t6cnicaas do

questionArios e meauro langar mio de material impress em

peri6dicos, fornais on existentes ene arquivos locals. Como

examples de estudos de comunidade modesunos no Brasil citaremos o

estudo do Cumha em Sto Paulo, de Emilio Willems (Cunha* tradiclo

e Transicbo em uma Cultura Rural do Brasil, Slo Paulo 1942)1

o de Itapitininga, on Slo Paulo de Oracy Nogueira (Familia e

Comunidade, Rio 1962j1 o de Minas Velhas na Bahia, de Marvin Harris

(Town and Country in Brazil, New York 1956) e o estudo realizado

por main profesore e Eduardo Galvlo numa pequena comunidade do

Vele do Amazonas em 1948-49- Amazon Towns A Study of Man in the

Tropics by Charles Walgey, A. Knopf, New York 2nd ed. 1964 e

Santos e Visagens de Eduardo Galv0, Brasiliana vol. Slo Paulo,

1955.

Tais estudos de comunidade apresentam various problems.

Centre esas gostaria de salientar apenas dois. Primeramente,

ha o problema da "unidade de estudo." 0 que 6 uma comunidade

humana em determinada regibo do globo? Sert uma grande cidade

caomo Belem ou Manaus? Sera uma cidade sede de um municipio.

Seort um barragio corn as families espalhadas em volta ligadas









- 3 -


ao seringalista pelo cr6dito e outros lacos econtmicos? Sert

unida ua pequeno agrupamento de roceiros -- ou ser uma fazenda

grande de gado?.

Bm segundo lugar, qual a relaglo da unidade a ser estudada

come a sociedade regional maios? As comunidades moderns nao

aso unidades sociaes isoladas como as tribus. De alguma forena

elas participam da vida regional economic political, religiosa

e social. 3 slo acima de tudo o resultado da historic da

regilo a que pertecein, a qual determine a lingua quo nela se

falas as padres culturais a que obedece e atemesmo as relaades

sociaes internal. Assim, qualquer que sepa a unidade que se

escolha nunca & possivel estuda-la como um fen&meno isolado sim

considers o penorama social da regilo a que ela pertence.

Gostaria de examiner aqui aseos problems do estudo de

comunidade naquilo em que se relacionam cam a Amazonia, Para

mio tomare os mesuros em ordem inversa. Analisarei primeiro

a formaglo das comunidades amax8nicas na historic e assim

faxendo procurarei relacionar as mesuras ao scenario regional.

Bm segundo lugar, desegaria apresentar um "modlo" esquematizado

de comunidade Aman6nica para pesquisa future.







- 4 -


XX

Da trama aomplexa de sou meio-ambiente, heranga cultural e

fatores historicos, cada regilo do mando tan produzido urn tipo

peculiar do coaunidade humana. As caracteristicas ben marcadas

da regiao Amasonica, em seu meio-ambiente, hisOria e cultural,

produsiram oom tipo distinto de comunidade humana. A evolujlo

e formagao da omunidade no amasonia processou-se em varios

periods hist6ricos. Cada un doses periods foi marcado por

un conjunto do circunstancias significativas quo contribuiran

para modificar a estrutura da comunidade. Deve-so observer quo

o process social caracteristico de uma 6poca nea sempre

terminon corn a 6poca definida, extendendo-se muitas vezes ali

a epoca atual.

Bduardo GalvIo, em sou conhecido estudo da vida religiosa

de ura pequena comunidade (Santos e Visagens,Rio de Janeiro, 1955)

nos formece u=a oxcelente hist6ria esquemAtica da formaclo da

cultural regional amazOnica. (pp. 148-173). Em geral oa periodos

historicos de Galvio e as diferentes influencias socials sofredas

em cada period aplicam-se A formaglo e transformaglo da comunidade

amaaznica. 0 resume historic que as aegue apoia-se bastante

na reconstruglo de Galveo sae contudo identificar-se corn ela

(Devo acresoentar que ambos os trablhos baseim-se em grande part

anm Artur Cesar Ferreira Reis).






5 -
I. Primeiras Comunidades Luzo-Brasileiras 1600-1754

Esse period e carac&t!-4 do pela exploraqgo por europeus
...... do Vale do Amazonas per en sopens e uma continuagao dos

contacts iniciais dos mesmos con os povos indigenas iniciados

no s6culo 16. Perem, mais important ainda, foi neese period

que os portugueses iniciarane o estabelecimento de colonial

permanentes no Amazonas. Bssas colonial, am geral tomavan a

forma de forte ou de sede de mismao religiosa. A fin de repelir

a intruslo des holandS.es, franceses e inglses (que havian

establecido posts militares), or portugueses construiran fortes

em varioa pontos estrategicos, ao long tando do alto como do

baixo Amasonas (eates con o fito do impedir avanco espanhol).

Bm volta dresses fortes uma populagIo variada aa crescendo,

composta de indios catequisados, mercadores portugueses, a

at measuro colonos. Tornaram-se o nucleo de futures pequenas

cidades e o nefatut da populaclo rural.

Da mesura korsua, em outras localidades estrategicas ao

long deas viai fluviais, os missionaries cat61icos ain esta-

blecendo suae misses ou "aldeiamentos." Qwms possem Jesuitas

(Sul do Amazonas) Franciscanos (norte do Amazonas), Carmelitas

ou de outra ordem, o que os missionaries cat61icos procuravam

esa a catequese dos indios e sua sugeiclo.o Os missionaries

encontravam-se sin desacordo fundamental com os militares e os

poucos colonos. Queriam proteger a populacio indigena contra






- 6 -


a autoridade civil-militar, quo buscaver o indio como mlo-de-obra.

Coao diz 6 escritor americano Roy Nash, estabelecen-se uma luta

entiree o cacador de escravas brasileira quo queria o corpo do

indio e os Jesuitas quo querian a sua alma, luta essa em quo o

aborigena americano"tstava fadado a perder ambas as coisas."

(Conquest of Brasil, Noew York 1926, p. 106).

Foram os missionarios quo introdustarir na formaglo da

comunidade e da cultural Amaxoniaca, um procesoo fundamental -

isto 6, oa proaesso de "Tupinizalo'" on melhor, de "JesuitizatIo

e Tupinizagao"u pare cometer dois barbarismos, tanto em inglas

como em portugu8s. Tendo oncontrado o tupi-guarani ao long

dolitoral do Brasil, acharain os missionarios quo eata era a

lurgua indigena maiu espalhada no pais, e adotaram-na pare a

categuese e pregaglo da f6. Cormo a ayuda de seus colegas do

Sul, reduziram o tupi a forma de mu compendio ouropeu. Traduxeram

pare o tupi orag0es, servigos e autos-de-f6. Assim padronisado,

tornon-se o tupi a "lingua geral," a lingua quo deu ao Amazonas

todos os sous nomas, de sua flora, do sue fauna e de seua lugares,

incluido cauunidades. Indios quo falavam caraiba, arauaea,

tucano contenas de outras linguas, aprendiam tupi, quando

trazidas rio abaisco para os postos das misses, em "deooiaentos."

gram tambem "Jesuitisados" a media que iam se faliliarisando

can o "novo regime" das misses e aprendiam o oficio de carpinteiro,





- 7 -


de pedreiro e-outros usuais na europa.

Poi siesae poriodo da historia que a coaunidade amazonica

tomon forms. Bra entlo ua forte cam uma populaglo mista aem

volta on urna missao corn residents indios a grupos tribais

nos cabeceiros do rio.

II. Comunidades Cvia AaazOnicas 1759-1850.

0 process de fo maslo de (umr corpo) uma classes agrtria

oriunda do indio tribal do Amasonas foi acelerado pelo Marqu6s

do Coinbal, prkieiro ministry de Portugal qLie nos meiados do

seculo 18, enercia um powder absolute s8bre o pais e suas col8nias.

no 1755 ele ronmulgon leis assegurando a liberdade dos indios,

tanto em rela9To dos colonistas como con relaglo aos missionaries

(Ferreira Reis Sintese da Historia do Part, Belom 1942 p.37)

Colonies qua eram "aldeiamentoa" controlados por missionaries,

suletamente tornaran-se villas a cidades. Cidades taia Como

Nacap6a Oeiras, Melgago, Portel, Almerim, Monte Alegre, Paro a

muitas outras passaram a "Vilas" ou provasoes civia. Ordem

foram dados para quo dali por diante se falasse apenas o

portuguts ea vex da "lingua geral." Incentivos especiais tais

como concesslo de terras, ferramentas agricolas gratis, isenglo

de imports e ote mesuro cargos politicos eram. oferecidos a

europeus quo se casaosem coa mulheres indigenas. (Ferreira Reis,

ibid p. 40). inaalmente, em 1759, oas jesuitas eram espulsos

do Brasil. A political mesa Spoca era francamente em favor da







- 8 -


da assaiilaago da populaclo indigena. Rap!damente forman-se

no Amasonas uma classes agricola.

Pelos fines do period colonial, o vale do Amazonas j&

possuia uma asrie centres buroorSticos a comerciais (cidades e

villas) e uma populeclo rural grande de origem racial mixta

vivendo aoBo padres -ultur is derivados .de ma heranga iberica

e amerindia. ambora tribus aut6otonas continuassem a viver nas

regioes afastadau do vale e as guorras entire indios persistissem

ainda, as comunidades a margem dos rios mais importantes ja eram

luso-brasileiras. 0 desenvolvimento dessa culture e eumunidade

creolee" luso-brasileira por perturbado pela guerra civil da

cabanaque que issompeu logo depois da independsncia e prolongou-se

OpC mais dG sete anos, (1833-1840) Os cabanos eram luso-

brasilairos natos e orgulhavem-se da nova cultural amazonenae -

um deles chamasea-se, Dominqo Once. A cabanagem foi uma luta

sangrenta desastrosa para a vida das comunidades amaxanicas --

a populaglo fugia e as cidades eram quase que inteiramente

destruidas tornon porem mais forte no povo o sentiment de

pertencer a uma oultura regional amazonica distinta.

Pelos meiados do seculo 19, a vida da comunidade amaz6nica

tinha as tornado relativamente estavel. Varias descripobs

excelentes cxmo as do Bates, Agassit e Verissimo nos do urma





- 9 -


4dea exata do character Ibero-Amerindo da vida na comunidade

Amatsnica,* Concordam todos quanto, aos padrSes bisicos

adotados. Apesar dos esf8rcos de Pombal, tupi ou "lingua geral",

era ainda a lingua bsica da populacto rural. At6 aesuro o

ritual cat6liao ainda era cantado em tupi. Contudo, por essa

Gpoca a cultural rural do amazonas Ji era essencialmente ib6rica.

Mrs. Agassiz, por examplo, descreve uma india velha horrenda

quoe praticava ritas estranhos, besendo-se e atirando beijos para

o interior de usa mala na qual se via urma imagen de"tossa senhora

de Nasareth4" (Journey to Brazil, W w York 1896, p. 181). A

maioria das outras caracteristicas folcl6ricas descritas por

eases viajantes oram de origen lusitana caon sugestbes apenas

de influuncia indiana.

A populapjlo rural do Amazonas as chamados caboclos biologica-

mente ainda era na maioria amerindia, form culturalmente JA

era luso-brasileira. Ainda assim, esses camponezes indios ou

caboclos, eran para os europeus das cidades a villas, semi-barbaros

* de fato, a sua maneira de viver era realmente muito semelhante

a do indio. 0 lusitanoe o mestigo de alta classes olhavam o

caboclo con despreso -- descendiam de selvageus que at& receib-

mante haviam sido escravos.

Messoa poca, a disposiglo fisica das cidades do Amasonas

refletia bea o abismo social e econamico existent entire


* Bates 1848-59, Agassis 1865-66, Verissimo antes de 1878.








- 10 -


europeus e mestigzo europeanizadoe e a massa do povo descendentes
de indios. Herbert Smith diz que "quase toda cidade amaz6nica

acha-so dividida ea cidade propriamente o aldeial a primeira a

cidade modern a ultima o agrupamento original indio de onde

*la masceu." (Smith, Herbert T. Brail, The Amasone and the

Coast, New York, 1879, p. 118). A "oidade" era o bairro onde

moravam oa camerciantes, funcionarioe pdblicoo, proprietarios de

terras, e outros elements da alta classes, principalmente de

descendencia europeia, ao pass que na "aldeia" viviam oa

"agboaos", deaosndentes de indio. A leabranga da dicotoiaa

cidade-aldeia perdura ainda em algunas counidades amaa6nicas

tais como Santareiu e Braganga para mencionar apenas duas.

(de Bordallo da Silva Contribuiio ao Ustudo do Folclore

Amazonico na aona Brangantina, Museu Paraense, Geoldi, Belem 1959

p. 5).

At& 1852, calculava-se que da populaglo do vale do Amasonas

57% eram indios, 26% eram "mameluoos", do descendencia mista

de branco e indio, a os restantes eram negros e europeus.

(nunca houve um grande numero do negros no Amazonas.) (Dieguex

Junior, p. 198). Os chamados "indios" (i.e. caboclos) eram os

quo "serviam de remadoss nas canoas, os que pescavam e eagavam

- os quo trabalhavam eam ervigos domesticos e publicos, oa que





- 11 -


an servigos domesticos e publicos os que criavam gado, os que

serviam mas forgas armadas, on que trabalhavam noS estabeisos

navais 0 os que colhiam asa florestas os produtos de exportaclo.

(Perreira Reis Sintese da Historia do Part, Belem 1942, p. 48).

Constituriam a forca bAnica de trabalho na comunidade amazonica,

a qual era formada apenas por duas classes social a classes

dmainante d4s Puropous e m4estigos luso-brasileiros e a baixa

classes dos cbopclos.

III. 1850-1912. A Era da Borracha.

Depois de 1850 um element novo coinecou a influir na vida

da comunidade amazOnica, isto 6 a coleta e exportaglo da borracha

silvestre. Nao 6 necessario recontar aqui a historia do surto

da borracha nos ultimos anos de seculo 19 e primeira decade do

seculo atual. Bastar& mostrar como essa industrial afetou a

comunidade amazsnica e o conjunto da sociedade regional. Em

primeiro lugar primeiro lugar ela promoven um contact mais

intimo da regilo amazonica e suas coiunidades corn o mundo externo.

Corn o rio Amasonas aberto a navegaclo international em 1857,

vapors da Buropa e dos Estados Unidos atracavam em Belem e

llamaus para carregaes. A borracha atrata gente de outras parties

do Brasil e de todo o mundo. (Por exemplo, um grupo de judeus

sefarditas da Africa do Norte imigron mesa 6poca para o Amaxonas).

Em segimdp tigar. p sirtp da bprracja trouxe para quase todas

as comunidades do Amazonas um element cultural novo e





- 12 -


numericamente important -- isto 6, o "nordestino" -- vindos

do Cear&, Rio Grande do Norte, Piant e outros estados do nordeste

do Brasil. A sea de 1877 foi urma doa mais several das que

afligem periodicamente o sertlo do nordeste. Herbert Smith,

que visitou o Ceara em 1879, calculou em cSrca de 500,000 o

n uero de mortes por efeito da s8ca no period de 1877-1878.

Os "retirantes" enchram as cidades do litoral e muitos transpor-

taram-se para o Amazonas em busca de trabalho nos seringais.

Corn a procura sempre crescent da borracha e continuagto das

sacas no nordeste, a imigragio para o Amazonas Continuara,

aumentando sempre. Entre 1872 e 1900, o Amazonas e o Para

dobraram sua populaglo (de 332,847 para 695,112 habitantes) e

de 1900 a 1912, a populaggo dessas estados (incluindo Aese)

dobrou novamente. (Diegues Junior, p. 207). Para esse aumento

espantoso de populaglo a imigra~go do nordeste concorren corn

uma grande proporglo.

Essas imigrantes, gentricamente chamados "ecarenses" ou

poroaros, eram na maior part vaqueiros e pequenos lavradores,

ao passo que o cab4clo do Amazonas era antes de tudo um apanhador

ou "seringueiro" cuja pequena hosta ou rogado constituia apenas

element incidental em suas atividades extrativas.

0 mordesctno diferenciava-se do caboclo do Amazonas em

habitos e costumes regionais. Trona e para a comunidade amazonica

um folclore diferente, novas formas de festas (provavelmente

o boi-bumbi), e um novo element social. Muitos tornaram-se






- 13 -


pequenos comerciantes, pequenos proprietarios e at6 mesmo artesios.

Comecaram a former uma classes media entire a aristocracia colonial

Amazonica e a mass da clause dos caboclos.

IV. 1912-42 Bra de Decad iaia

0 era que do surto da borracha em 1912 6 bem conhecido.

A regilo do Amazonas entron num period de declinio. Todo o

sistoma commercial, baseado na extenslo do cr6dito, entron em

colapso. As casas comerciais e os pequenos postos comerciais

(barracnes) continuaram comn seis negocios em escala reduzida.

A popula lo de muitas cidades pequenas comegou a decreecer, corn

os seus habitantes sanido para procurar trabalho em outros lugares

ou coltando para o nordeste. As populagois rurais fora das cidades

e vilas passaram a viver novamente em isolamento, vivendo corn

dificuldade da pesca, da agriculture de subsist&ncia e colheita

do alguns produtos que podiam ser vendidos por prepo razoavel,

tais como castanha do Para, oleo de pan-rosa, timb6 e cumarfi.

De 1912 a 1942 as transformagbes socials e culturais na

comunidade amazonica processaram-se corn lentidlo. A cultural

hibrida do caboblo rural continuou em essencia atbea-ia e os

nordestinos que ficaram, pela influ&ncia do meio-ambiente e

falta de recursos proprios, identificaram-se com a culture

regional amaz6nica. A comunidade amaz8nica vin-se reduzido

novamente a un sistema essencialmente de dues classes- uma

classes alta relativamente empobrecida (conhecida como "gente de




- 14 -


primeira") e uma classes mais baixa constituida por caboclos 9

nordestinos realmente pobrea. ("gente de segunda"),


V. De 1942 at6 o Presente. Uma Bra de Transformailo Social

Poi de fato o "Discurso do Amasonas" do Presidente Getulio

Vargas em 1946 que anunciou o period conteporAneo de transfor-

maglo social para a maioria das comunidades do Amazonas, qMbodw

tenha sido a IIa guerra mundial a responsavel pelo novo interesse

do Brasil e do mundo plos sanus produtos e bein estar de seu

povo. Organisaaes tais como a SPBAVA, Instituto de Pesquisas

da Amasonia, S8SP, e outras exurceram nesse period ura influencia

consideravel sObre as comunidades amazonicas. De 1942 ate o

present, as transformages na AmaaOnia nio teun sido tao dinamicas

como no sul do Brasil. (Bmbora en tenha ouvido dizer que Belem

tern mudado mais quo qualquer outra cidade brasileira). Mas

cidades prin e aas zonas rurais o isolamento foi quebrado.

A populagao cresceu, ha novo produtos no mercado (madeira laminada,

pimenta do reino e juta), novidades na gricultura, estrada quo

liga agora a Amaz8nia do sul do Brasil e transports aereo frequent.

Mas pequenas cidades surgiu um novo segment -- alguma coisa comao

uma classese m6dia" e a "hierarquia social tio defendida

antigamente nio obedece agora aquales mesmos padres rigidos que

separavan as classes. 1Bordallo da Silva oR. cit. p. 11).

BMibora conservando muita coisa do passado, a comunidade amasanica

comega agora a adquirir algumas das caracteristicas da socieda

aberta modern.





- 15 -


uIl -


Uf "mod81o" & uma construpeo abstrata derivada de dados empiri-

cos, reduzida porem ao esqueleto te6rico da realidade. tfa modelo,

de certo modo, conserve a mesura relugio para corn o edificio

(realidade em determinado caso) que a plant do arquiteto. Mas

ciancias sociais, a oonstruTgo do mod8lo basea-se no estudo de camos

individuals e comparaglo entire os mesuros aU mod*lo estabelece

hip6teses -- on melhor 6 um conjunto de hipoteses -- a ser modi-

ficado a media que a pesquisa subsequent corrige ou modifioa

completamente o conjunto abstaato do qual se oreginou. Nas pAginas

finain de meu estudo, procurarei apresentar um "modelo* de uma

comunidade amaz8nica, a ser corrigido por outros melhor informados

a perquisadores futures.

Primeiramente, o que & uma comunidade amazbnica? (1) Qual a

sua organizaglo especial e inter-relagio das parties espacialmente

organizadas? Uita comunidade Amazbnica 6 uma comunidade rural-urbana.

Possui urn centro urban, embosa essa centro urban possa se limitar

a apenas algunas centenes de habitantes. Basse centro 6 por excelincia,

a sade do munioipio onde as atividades governamentais, burocrAticas,

comerciais e religiosas se concentram. HA posein outros conjuntos

urbanos que podem servir de centro de uma comunidade uma serraria

grande, uma vila em crescimento, ou memo um post de missionarios.

Tais centros "urbanos" nlo precisao ser grande; podem ter uma

populaglo pequena de duzentos habitantes ou de alguns milhares.







- 16 -


(1)
Convemobservar-que en nio falo aqui de Belem ou de
Manaus ou memo de Santarem mas sim de uma pequena comunidade.


Ligados a tais centros urbanos nA uma series de agrupa-

mentos rurais, que fazem parte igualmente da comunidade.

Tais agrupamentos toman a forma de uma pequena vila ou

"povado," de casas espalhadas ao long de um rio ou igarap6,

ou ainda de casas numa grande propriedade ou fazenda. Em

terms locals, o agrupamento pode ser chamado uma "frequezia"

ou um "sitio." (cf. Galvio Santos e Visagens, p. 12). A

gente que o forma mantem relagbes constantes e intinas.

Os habitantes dessas sub-unidades da comunidade maior, tem

um sentiment forte de soliedaridade e de grupo.

Os moradores de uma fraquezia ou sitio podem ser aparen-

tados entire si. A cooperaglo, como as reunibes de trabalho

ou "muxirlo" 6 coisa comun em tais agrupamentos. As vexes

possueu uma organizapgo formal, dada por uma irmandade

religiosa dedicada a um determinado Santo. Bm tais casos,

os dirigentes das irmandades sto os lideres dos memos.

Existem outros agrupamentos que term apenas uma organizaaio

rudimentar ou mesmo menhuma e em que a lideranga reverted a um

comerciante local ou a um fazendeiro para quem a gente da

localidade trabalho. Cada frequesia ou sitio de uma comunidade






- 17 -


e ura sub-unidade claramente distinanivel. Todas porim

acham-se relacionadas ao centro urban da comunidade e por

isso mesuro acham-se inter-relacionados uns comn os outros.

Os moradores dessas frequezias visitam o centro urban con

maior eu menos frequSncia para fazer compras ou reender,

batizar seus filhos, casar, pagar impostos, assistir a uma

festa secular ou religiosa, ou para outres fines. Ficam

conhecendo muita gene do centro urban, mas poderlo se sentir

deslocados nesse maio mais tanplo. Ficam conhecendo e tembnm

se casam coa moradores de outras frequezias dentro da constela-

glo quo forma a comunidade. Assia visitam as vezes os outros

agrupamentos para tender a festa de um santo, uma danga

ou ainda, em regimes mais acessioces, para jogar futebol.

Dessa forma, os habitantes de dessas sub-unidades foruam-se

conscientes da caounidade em que vivem e a qual pertencem.

Conforme foi dito antes, as comunidades da amazonia slo

formadas classicamente por duas classes socio-econ8micas.

A classes dominant desempenha um papel important na unieo

da comunidade. Compbe-se de gente alfabetizada,de comerciantes,

politicos, burocratas, proprietarios de terras e as vezes

profissionais. Vivem no centro urban -- ou frequentam

constantemente o cenyro. Diferentemente do caboclo da

zona rural, seu grupo de relafoes entende-se por toda a

comunidade re mesmo alein, por today a regilo. Como slo ,s





- 18 -


patres de 4 uma grande variedade do individuosy amercen como

classes uma lideranga real s8bre os various agrupamentos rurais.

Pode-se deer que o padrdo de uma comunidade amaz8nica

depend das condicoes ecol6gicas especificas da localidade

e do sua economic b&sica. Dentro da vasta regilo da Amazonia

ha uma variedade infinite de zonas ecol6gicas que vio desde

a Ilha de Maraj6 o Zona Bragantina atf ao Baixo Amazonas e as

variam Zonas ecol6gicas do Alto Amazonas. Acresce ainda que

num municipio -- e cormumente um qualquer uma comunidade como

a que 6 definida aqui h& em geral varias"%icro-areas ecol6-

gicas" conform Bordallho da Silva as denomina. Em cada uma

dessas grandes zonas ecol6gicas, e mesmo mas pequenas micro-

areas, !ha adaptagbes econ6micas caracteristicas -- colheita

de borracha, castanha do Par& ou outro produto natural; cultivo

da maudioca e outros produtos alimenticiost plantio da juta

pimenta do reino e outros produtos de exportaVlor explorapgo

de madeiras de lei nativast pesca nos rios e igarapes e no

litorall e inumeras outras atividades. Qualquer zona portanto

pode contar varias micro-areas, cada uma com suas adaptages

ecol6gicas caracteristicas. Assim & que Bordello da Silva

distingue e classifica cinco, micro-areas ecol6gicas perfeita-

mente caracteristicas no municipio de Bragancas 1) area maritime

ou da pescas 2) area dos campos ou da pecuaria e tabacor

3) area das varzeast 4) area da fibrat 5) area do farinha e

cerais. (Bordallo da Silva, Boletim do Museu Paraense Emilio





- 19 -


Goeldi) Julho de 1959, p. 7).

Una- comunidade amazonica encerra caracteristicamente um

grande nimero de micro-areas e caracteristinamente cada um dos

agrupamentos rurais components acha-se limitado a um tipo

de adaptaggo ecol6gica propria a microtarea especifica da

comunidade na qual se acha localizado. A micro-area especifica

e suas atividades econ8micas caracteristicas tende a influenciar

o padrao social do grupo, o padrio das relagbes entire os indi-

viduos e o gran de coesio de um agrupamento rural ou frequezia

amazonica.

Algunos dessas afirmaVges abstratas acerca de um modelo,

talvez possaim ser melhor elucidadas tomando por referencia

ItS, a comunidade amazonica, que en conhego melhor. Ita

6 sede de un municipio porem a comunidade de ItS propriamente

compreende apenas um quinto do territorio total do mesuro

municipio. Em 1950 a populaglo do municipio era de cerca

de 10,000 habitantes, porem somente cerca de 2,000 (500 no

centro urbano e part de 1,500 nos agrupamentos rurais

ou freq-cezios) tinham noclo de pertencer a comunidade de Ita.

Os demais iam a outros lugares, povados ou vilas para tender

necessidades essenciais. Relacionados intimamente ao centro-

uibano existem cerca de 20 agrupamentos rurais bem definidos

oi' frequezias, que conjuntamente corn a cidade formam a comuni-

d de de It&.







- 20 -


A camunidade de Ita comprende duas micro-areas, a area de

"terra-firme" na mesma margem do Amasonas quo a cidade e os

ilhas e varzea do outro lado rio. A adaptaao economic

caracteristica dos agrupamentos rurais na "terra fire" 6

o cultivo do solo por roceiros que produzem farina de mandioca

e outros alimentos para consumo e venda, A atividede economic

dos agrupamentos mas ilhos e varzea restringe-se a colhetta

da borracha.

0 tipo de atividade econmaica da micro-area tende a

determinar o padrlo do agrupamento e suas relavbes cour a

cidade de Ith. Os agrupamentos formados por roceiros na

comunidade Ita tendem a mostrar umt padreo social nucleado

(moe tocos). Sao propensos a ter relaibes diretas com as

casas comerciais de ItA em vez do barracao local. Tem em geral

uma irmandade religiosa bem organizada e liders reconhecidos.

Os agrupamentos de seringueiros ao contrario, Sao constituidos

por habitaiges esparsas separadas entire si por uma distancia

que vai de 300 a 800 metros a fim de poderem elas ter acesso

as estandas quo exploram. A gente dosses agrupamentos acha-se

fortemente ligada a um ccmerciante local patro e seringalista

o qual em geral mantem o seu estabelecimento na zona rural

fora da cidade de It&a Assim, a gente de um agrupamento de

aeringueiros acha-se relacionada apenas indiretamente a cidade







- 21 -


atraves do patrio, do qual depend pela concessao de cr&dito.

Tais agrupamentos raramente possum maternidades religiosas

bem organizadas. Unitas vezes celebram festivamente o dia do

santo da devopo do patrao. 0 barra~go serve de capela e de

recinto para as festividades locais, Na comunidade de It&,

os agrupamentos de roceiros e de seringueiros s6o organizados

de forma bastante diferente e suas ligag9es com o centro da

comunidade sao tamb6m dif4hentes.

IV -

Finalmente, en gostaria de sugerir ou lembrar aqui que

iniciamos apenas o estudo sociol6gico e antropol6gico da

Amazonia. Uma serie:de estudos empiricos das comunidades

Amazonicas em varias sub-regibes aparece para por a prova e

modificar as hipotesas apresentadas aqui e sugeridas pelos

poucos estudos de que dispomos. No present trabalho,

voltei a endossar a anhlise esqu6matica de Eduardo Galvao

dos periods de influencias diferentes na formacao da comuni-

dade amaz8nica. Esta analise, baseada na historic, 6 como a

analise periodic de Oliver La Farge, relative a Guatemala

(Maya Ethnology: The Sequence of Cultures in the Maya and their

Neighbors, New York 1940), uma transposicgo de fatos e tendancias

historical para o nivel de comunidade. Empresta ao period

hist6rico a concepclo liberal de tempo do arqueologista.





- 22 -


Procurei tamb&m delinear um modelo abstrato para uma

comunidade amazonica -- consiste de uman centro-urbano con

agrupamentos rurais agregados. Esses agrupamentos diferem

entire si em terms de micro-ecologia e aspirates economics

basics. Esses masuros fatores tendem a determinar a forma que

o agrupamento torna e suas relabpes com a comunidade maior.

A estrutura da comunidade amaz8nica nao difere fundamentamente

da estrutura das comunidades de outras regites do Brasil,

posem a vastidlo da regilo e a forga do meio da amnazonia

concorrem para que apresente caracteristicas exclusives.

Para os pesquisadores do future fica a tarefa de nos dotar

com uma tipologia dos agrupamentos rurais e comunidades da

amazonia em concordancia corn a variedade das adaptaves

ecol6gicas.








T/l4 5$/-adM 44.9 o)a^o^ ot rdUA &





Despite the innumerable volumes written by travellers,

naturalists, geographers, ethnographers, historians, folklorists,
and others which treat the human occupation of the Amazon

Valley, the study of the human community has been neglected.

This is especially so if we limit ourselves to research

using modern community study methods. This method as Conrad
A4 vexr9 -e- -
A-reastberg writes is that ... in which a problem (e-

prpb.a in-n ., -e inter .nn..ti.. .a ndynaoea uf behavior

-j m is explored against or wPithin the surround

of other Jaebavior and attitudes of the individuals making

up the life of a particular community. It is aimed at

studying behavior and attitudes as objects in vivo through

observation ra-ther than in vitro through isolation and

abstraction or in a model through experiment.* (Italics my own

(in Arensberg and Kimball, 1965 p. 29). In other words,

the community study describes and analyses the reality of

human life within the context of a natural unit of human

society -- the community. It is concrete, specific, and

impirical but it is also analytical and theoretical.

The community study method as used by anthropologists and

sociologists involves an intimate knowledge of one community.

The researcher, or a team of researchers, live in one

particular community for many months -- often-a year or more.

They use the well known anthropological research technique

of Participant observer* -- that is learning by experiencing










first hand the life of the community. The researcher also
interviews many people of all positions in the community

hierarchy. They may also use questionnaire techniques and even

resort to printed materials in newspapers and local archives

when such exist. Examples in Brazil of modern community studies

a*re Emilio Willems study of Cunha in Sao Paulo ( 4gAi "A
T-oca eo. v C& } Oracy Nogueira's study of j e t
in Sto Paulo ( fara.) -e, Cw u~ ), Marvin Harris's

study of Minas Velhas in Bahia (ToWn.and Country i; ''/ //-

and that carried out by Eduardo Galvao and myself in a small
community in the Amazon Valley in 1948-49) cf. Amazon Towns

> a Study of Man in the Tropics by C. fWagley, A. Kno, New YeO

196 And Eduardo Galvao Santos e Visagens, Brasiliana vol.

-195 ).
Such community studies pose many problems. Among all these

problems, I shall like to point but two. First, there is

the problem of the "unit of study".t What is a human community

in a given region of the world ? Is it a large metropolitan

city such as Belem or Manaus? Is it a town, the seat of a

municipio? Is it a trading post (a barracao) with the
scattered families connected to the trader (seringalista) by

credit and other economic ties? Is it a small settlement of

farmers -- or is it a great cattle rkah?
Second, what is the relationship of the unit to be
studied to larger regional society. Modern communities are
not isolated social units like tribes. They participate in

some degree in regional economic, political, religious, and

social life. Above all, they are a result of regional history







3 -

which determines the language they speak, the cultural patterns they

follow, and even the internal social relations among people. Thus,

whatever unit is selected for study, it cannot be studied in isola-

tion but only against the backdrop of regional society.

In this paper, I should like to discuss these problems of the

community study as it relates to Amazonia. I shall take them up in

reverse sequence, First, I would like to analyse the formation of

the Amazon community in history and in doing so try to relate the

communities to the regional scene. Secondly, I should like to present

a "model" of Amazon community and to relate this model to scheme

for future research.

II

Each region of the world has produced out of the fabric of its

environment, its cultural heritage, and its historical events a

peculiar type of human community. The strong features of Amazonia

in its environment, history, and culture have produced a distinctive

human community. The evolution and formation of the community in

Amazonia proceeded in several historical periods. Each of these

periods was marked by a significant set of circumstances that modified

the community structure. It must be noted that social processes

characteristic of one epoch did not end with the epoch as defined

but have often continued even into the present.

Eduardo GalvAo in his well known study of the religious life

of a small community (Santos e Visagems, Rio de Janeiro, 1955)

provides us with an excellent schematic history of the formation









3a -


of Amazonian regional culture (pp. 148-173). In general, Galvao's

historical period and the different social influences felt with

each period apply to the formation and transformation of the

Amazonian community. The following brief historical resume draws

heavily on, but is not identical to, GalvAo's reconstruction

(and I might add both of depend to a large extent on Artur Cesar

F-ereira Reis).













of the Amazon Valley by Europeans and a continuation of the

initial contacts of Europeans with the indigenous peoples which

was begun in the 16th century. But more important, in this

period the Portuguese began the establishment of permanent

settlements in the Amazon(Be"e wlo -s ra: uL.ihatt Ii 16161

I'aroelluu= In These

settlements generally took mm two form#wiA either a fort

or a mission station. In order to repulse the Dutch, French,

and English intruders (who themselves established military posts),

the Portuguese established forts at various strategic localities

hen bth the lownd the upper Amazon (.the latter were aimed

at preventing Spanish advances). Around these forts, a varied

population accumulated -- detribalized Indians, Portuguese

traders, and even settlers. They became the nuclei of future

small towns and the refuge of the a rural population.

Likewise, at other strategic localities on the waterways,

the Catholic missionaries established their missions or

"aldeiamentos". Whether the missionaries were Jesuits (South of

Amazon), Franciscan (north of Amazon) Carmelites or another

order, they aimed at bringing Indians into their faith and

under their control. Tfap were fundamentally at odds with the

military and the few colonists. BBIhey aimed at protecting

the native population against the civil-military authority

who sought the Indian for labor. As an American writer, Roy

Nash, states their was a battle "between the Brazilian slave

hunters who wanted the Indians body and the Jesuits who wanted











his woul in which the aboriginal American was destined to

lose both* (Conquest of Brazil,1p. 106).

It was the missionaries who instigated a fundamental

process in the formation of the Amazon community and of Amazon

culture -- namely the process called "Tupinization" or even

better *Jesuitization and Tupinization" -- to committ two .

barbarisms in both English and Portuguese. Having IMamM&
/
Tupi-Guarani along the coast of Brazil, they decided that it

was the most widespread indigenous language spoken in Brazil.

They adopted fir catechism and missionization. Helped

by their colleagues in the south, they reduced Tupi to a

European script. They translated prayers, services and Kx

auto-da-fe in Tupi. Thus, standardized it became "lingua geral.*

the language that gave the Amazon all of its names of flora,

fauna, and #places including communities. Indianswho

spoke Carib, Arawak, Tucanoan, and a hundred other languages

were taught Tupi as they were brought down river to mission

stations in "descimentos*. They were also "JesuitizedI as they

learned the "new regime" of the mission and were trained to be
L ojpean
carpenters, brick layers, and other rafes.

It was this period in history when the Amazon community

took form. The community then was either a fort with a mixed

population at its fringes or a mission with resident Indians

and tribal groups in-the river headwaters,


II. Amazon Citilian Communities 1759-1850/

The process of formation of a body of rural peasants.

out of the tribal Indians of Amazonia was speeded up by the











5
Marqu4J de Pombal, the Portuguese prime minister who held

absolute powers over Portugal and its colonies in the middle

of the 18th century. In 1755, he issued laws granting the

Indian freedom from both the colonists and the missionary. (

(Ferreira Reis Sntese da Historia do Par4a, 37). Settlements

which were *aldeiamentos *controlled by missionaries sud nly

became civil towns and villages. Such as Amazon towns as

Macaq&, Oeiras, Melgago, Portel, Almeirim, Monte Alegre, Faro,

and many others suddenly became "vilas* or civil settlements.

Orders where issued that henceforth Portuguese rather than

"lingua geralO should be spoken. Special inducements in the

w ay of land grants, free agricultural tools, tax exemptions,

and even political post were offered to European men who

married native women. (Ferreira Reis, ibid p. 40). Finally

1759, the Jesuits were ordered out of Brazil. The policy V
was frank assimilation of th Indian population4jin api0ltty

An Amazon peasantry was former.

By the end of the colonial period IN 81, the Amazon

valley already contained a series of bureaucratic and commercial

centers (cities and towns) and a large rural population of

mixed T4"rlian na Initn racial origin living by culturall

standards derived fromA Iberian and American Indian o;76m.

Although autochtonous tribes persisted in out-of-the way areas

of the valley and Indian wars continued, the communities along

the major rivers were already Luso-Brazilian. The development

of this "creole" Luso-Brazilian culture and community was













disrupted by the Cabanagem civil war which broke out shortly

after independence from Portugal and continued for more than

seven years. (1833-1841). The Cabanos were native born Luso-

Brazilians they had a pride in the new Amazon culture --

one of them called himself Domingo Onga. The Cabanagem

was b oody and disastrous to Amazon community life -- people

fled and towns were almost destroyed -- but it strenghtened

the Amazon sense of a distinctive regional culture.

By the middle of the 19th century, xft Amazon community

life had became relatively stable. Several excellent but brief

descriptions of Amazon communities such as those by Bates,

Agassiz, and Verfasimo give us a picture of the Iberian-Indian

character of Amazon community life. They agree upon the basic

patterns of Amazon community life. Despite Pombal's efforts,

Tupi or "lingua geral" was still the basic language of the

rural population, Even Catholic ritual was still chanted in

Tupi. Yet, the content of Amazon rural culture was by now

mainly Iberian. Mrs. Agassiz, for Example describes *a hideous

old Indian woman who performed the strange rites of cross

and throwing kisses into a trnnk which turned out to contain

a print of "Our Lady of Nazareth." (Journey to Brazil, N.Y. 1896,

pKx p. 181). Most of the other folktraits described by these


* Bates 1848-59

Agassiz 1865-66

Verissimo previous to 1878.










described by these travellers were Lusitanian in origin with OCA1
orv4u 4oj Y
Indian el6mesbs.

By th ...... o. f the 19th G 1atntr. "t he Amazon rural

population the so-called caboclo -- naoe still mainly Indians

ih biological terms but they were culturally.&0e Luso-Brazilian a

tbLhr.a Tay L'lLl As .LUi diaan. f, these Indian-peasants

or caboclos were in terms of the Europeans of the towns and

cities semi-barbarians and in fact their material way of life

was indeed similar to that of the Indian. The Lusitanian

and upper class mesti5o looked down upon the caboclo -- they

were descendants of savage wh Fere recently slaves.,

In the -ni-n o-hhf -c Tlh mnu"ry, the physical

arrangements of Amazon towns reflected the social and economic

gulf between the Europeans and Europianized medtigos and the

mass of people descendants of Indians. Herbert Smith

mentions that "Nearly every Amazonian town is divided into

cidade and aldeia, the city and the village; the former the x '

modern town; the latter the original IndXan settlement from
<.rAvJV T 1?>rAw.. I ^ TUi- ^A6A a....(
which it sprung.' (Smith, p. 118). The Wtown" was the district

inhabited by merchants, government officials, landowners and

others of the upper class mainly of European descent while in

the "village" -district lived the caboclo-peasantry1 of Indian

origin. The memory of this cidade-aldeia dichotomy is still

remembered in some Amazonian settlements such as Santarem and

Braganga to mention only two. 08', )Bra V1,l/e ,A

A-'slate as 1852, it is estimated that 57% of the

population of the Amazon valley were "Indian', 26% more were ag 4.
% ^ .










"mamelucos" of Indian-European mixture and the remaitder were

Negroes and Europeans. (There were never many Negroes in the

Amazon). (Diegues Junior, b. 198). The so-called "Indian* -,&'A

gengc' li uir.0ty Lu-mli Liw. were

the people "who paddled the canoes, who hunted and fished,

who worked in domestic and public services, who raised cattle,

who served in the armed forces, who labored in the shipyards*

and who collected the products of the forest for export.

(Ferreira Reis Sintese da Historia do Para, Belem 1942, p. 48).

They were the basic working force in the Amazon community Which

was made up of but two social classes the dominant European

and the Luso-Brazilian mestigo and the caboclo lower class.


III. 1850-1912. The Epoch of Rubber.

After 1850 a new influence began to be felt in the

Amazonian community life, namely the collect and export of wild

rubber. There is no need here to recount the story of the

rubber boom during the last years of the 19th century and the

first decade of this century. It will be enough to point out

how this industry9 effected the Amazon community and the regional

society at large. First, it brought the Amazon region and its

communities into closer contact with the outside world. With

the Amazon River formally open to international shipping in

1857 steamers from Europe and the United States docked at

Belem and Manaus to load.arin z Rubber attracted people from

other parts of Brazil and all over the world, (For example, a

group of Sephardic Jews from North Africa immigrated to the

Amazon).

Second, the rubber boom added a new and numerically











important- social and cultural element to almost all Amazon

communities, namely the "nordestino" -- people from Ceara, Rio

Grande do Norte, Piaui, and other northeaster states. The

drought of 1877 was one of the terrible of the periodic

droughts that plague the northeastern sertAo. Herbert Smith

who visited Ceara in 1879 estimated that not far from 500.000

people died from the effects of the drought in 1877-1878.

Refugees crowded into the coastal cities and many of them

moved on to the Amazon to seek work in the seringais. With

the ever growing demand for rubber and the continued periodic

droughts in the northeast people continued to migrate to the

Amazon in increasing numbers. Between 1872 and 1900, Amazonas

and Para doubled their populations (from 332,847 to 695,112

inhabitants) and from 1900 to 1912, the population of the

states (now including Acre) again increased two fold. (Diegues

Junior. p. 207). A large proportion of thts amazing increase

in population was migrants from the northeast. These
"cearenses",or Paroara as the nordestinos were apt to be called

generically, were cowboys and small farmers. W while the

Amazonian caboclo was primarily a collector whose small

gardens wert almost incidental to his extractive activities.

The nordestino differed from the Amazonian caboclo in regional

custom and habit. They brought a different folklore, new

festivals (probably boi-bumbiA, and a new social element to

the Amason community. Many nordestinos became small commercial

men, small landholders, and even artisans. They began to

form a middle class between the colonial Amazonian aristocracy

and the mass of Amazonian caboclo class.











IV. 1912-42 Era of Decadence

The crash of the Amazonian rubber boom which came in

1912 is well known. The Amazon region entered a period of

decline. The entire commercial system based upon the extension

of credit, entered into collapse. Commercial houses and small

trading posts continued business on a reduced scale. The

population of many small tbwns dwindled, for people left to

l&ok for work elsewhere and many returned to the Northeast.

The rural population outside the cities and k=mm towns lived

again in isolation eaking out a living from fishing,

subsistence agriculture and the collection of a flew products

that brought a reasonable price such as Brazil n ts, rosewood

oil, timb6 and cumaru.

From 1912 to 1942 an .- 7infA!t in, A-mi. a; ^ e

Azolnv rcnm1ltjy _- social and culture change was slow The

hybrid culture of the rural caboclo remained essential unmodified

and the nordestinos who remained became acculturated by force

of the environment and their poverty to Amazonian regkinal

culture. The Amazonian community was reduced again to an

essential two class system a relatively impoverished upper

class (j* 'known as "gente de primeira) and a lower class

made up. of both caboclos and impoverished nordestinos (gente

de segunda).

V. 1942 to Present An Era of Social Change.

It was in fact the "Amazon Address* of President Getullo

Vargas^which ushered in the contemporary period of social change

for most Amazon communities, although it was World War II

w which brought a renewed interest of Brazil and the world in












Amazonian products and in the social welfare of the people.

Such organizations as SPEAVA, the Scientific Institute of

Amazonia (Institute de Pesquizas da Amazonia), SESP, and other

organizations which have in this period had an impact upon

Amazon communities.

From 1942 to the present, change in Amazonia has not

been as dynamic as it has been in south Brazil. (Although

I have heard it said that Belem has changed more than any other

Brazilian city). But, in the towns and rural zones the isolation

has been broken. The population has grown, thete are new

products to be marketed (laminated wood, *A black pepper, and

jute), new innovations in agriculture, the Amazon is now
connected to southerBrazil by road and f transportation is

frequent. In small towns a new sector something like a

"middle class" has appeared and the "social hierarchy so much

defended in the past do not follow the same rigid patterns that

formerly separated them." (Bordallo da Silva p. 11). Although

preserving much out of the past, the Amazon community now

begins to take on some of the characteristics of the modern

open society.


III


A "model* is an abstract construct derived from empirical

data but reduced to the theoretical skeleton of reality. A

model has roughly the same relationship to a building (realitjV^

in a given case) to the blue print plants of the architects
N-














In the social sciences, the building of A model dW9ive from the

study of individual cases and from comparison of cases. A

model establishes hypotheses -- or in fact is a set of

hypotheses -- to be modified as new research corrects or

completely changes the abstract set of hypotheses of which.

a model is built. In my concluding pages, I should like to

propose a "model" for an Amazon community to be correct by

others from their greater knowledge and in their future

research.

First, what is an Amazon community? (1)

What is its spacial organization and inter relationships

of the specially organized parts. An Amazon community is a

rural-urban community. It has an urban center, although this

urban center may number only in hundreds of inhabitants.

This center is par excellence a sede de municipio where

governmental, bureaucratic, commercial, and religious activities

are located. But, there are other urban" 'ehfer for a

community -- a large saw mill, a growing vila, or even a

missionary station. Such "urban" centers need not be large;

they can have populations of from as little as 2.W people or

as many as several thousand.


(1) I must remark here that I am not speaking of Belem or

Manaus -- or even of Santarem -- burof the "Little community









Related to such urban-centers and equally part of the

community are a series of rural neighborhoods. These rural

neighborhoods take the 4or of a small 'vila" or "povoado"

(a cluster of houses), the scattered houses long a river of

igarape, the houses on a large estate (fazenda). In local

terms, a neighborhood may be called a "freguezia" or a "sftio"

(of. Galvao.pp 12) The people who make up a neighborhood

have constant, intimate, and face to face relations. The

inhabitants of such neighborhoods, sub-units of the larger

community, have tet strong consciousness of solidarity and

of esprit de corps.

The inhabitants of a neighborhood are apt to widely

related (aparentados) among themselves. Cooperation, such

as the well known muxirao work parties)is common in a neigh-

borhood. Sometimes, these Apazonian rural neighborhoods are

provided with formal organization by a religious brotherhood

(irmandade) devoted to a particular saint. In such cases, the

officers of the brotherhood are the leaders of the nieghbor-

hood. Other neighborhoods have little or no formal organization

but leadership is provided by a trader of whom the people are

customers (fregueses) or by the owner of an estate (fazenda)

of whom the people of the neighborhood are employees.

Each neighborhood of a community is a clearly distinguisba*

able sub-unit. But, all of them are related to the community

urban-center and through this relationship they are inter-

eelated with one another. The people of the neighborhoods

visit the urban-center with more or less frequency'-- to

shop or sell, to have their children baptized, to get married~

to pay taxes, to attend a secular or religious festival I,'











(festa), or for many other reasons. They come to know many

pe6Ople of the community urban-center, although they may feel

out of place in the larger settlement. Also, they become

acquainted or even marry people of other neighborhoods in

the constellation that forms the community. Thus, they some-

times visit other neighborhoods -- to attend a saints festival,

a ~axxs dance, or even in more accessible regions to play

"futebol". Thus, people in a neighborhood become conscious

of the com.Aunity in which they live and come to feel that

they belong.

As stated earlier, Amazon communities are classically

formed by two socio-economic classes. The dominant class has

an important role in uniting the community. They are literate.

They are commercial men, politicians, bureaucrats, land owners,

and sometimes professionals. They live in the urban-center-- -

or if not they visit there very often. Unlike the ruraln

caboclo, their set of relations extends over the entire community

and beyond to the whole region. Since they are the "patroes"

(bosses) to a variety of followers, they form as a class a

leadership over the various rural neighborhoods.

Now, the pattern of an Amazonian-community depends

upon the particular ecological conditions and the basic economy

of the locality. Within the vast area of Amazonia, there is

an infinete variety of ecological zones ranging the Island

of Marajo, to the Bragantina zone (NIaa Bragantina), to

the Baixo Amazonas, and to the various ecological zones

of Alto Amazonas. Furthermore, in any one municpio -- and










generally in any one community as here defined -- there are
generally several "ecological micro-areas" as Bordallo da MWv
Silva has called them. In each of these large ecological zones,
and in even in the small micro-areas, there are characteristic
economic adaptations -- collection of rubber, Brazil nuts,
or another natural product, cultivation of manion and 6fther
fbods; planting of jute, black pepper, or another product
for export, exploitation of native hard woods: fishing in the
rivers, igarapes, and on the coastland numerous other
activities. Any local area may contain several micro-areass
each with its characteristic ecological adjustment. Thus
Bordallo da Silva mentions that the municipio of Braganga
contains five clearly distinguishable "micro-areas" namely
1) the Coastal area with fishing; 2) the plains area with
cattle raising and tobacco growing; 5) the Varzea Area (
(presumably with some agriculture); 4) the area that produces
fibers and 5) the area producing farinha and cereals. (Borddlo
da Silva 1959, p. 7).
An Amazon community characteristically contains
.a k .f A v V +
multiple micro-areas and characteristically the constituent
neighborhoods are confined to one type of .ecological adjustment
characteristic of the particular micro-area of the community
in which the neighborhood is located. The particular micro-
area and its characteristic economic activity tends to
influence the pattern of settlement, the pattern of inter-
personal relations, and the degree of cohesion of an Amazonian


A,












neighborhood.

Perhaps, some of these abstract statements about a

model of an Amazon community can be J0'0 be clarified by

reference to Ita, the Amazonian community which I know best.

Ita is a sede de municpio but the spacial extend of the Ita

community comprises only about one fifth of the total territory

of the municfpio. In 1950, the population of the entire
(about 10,OO people but
municipio waslW nly about2000 people (500 in the urban-

center) and about 1500 in the rural neighborhoods) i Imfiet

felt that belong to the It _community. The others go else-

where to "vilas" and "povoados" for their essential services.

Related closely to the urban-center of Ita are about 20 or more

distinguishable neighborhoods which together with the town.

form the Ita community.

The Ita community contains two micro-areas, namely

the area of "terra-firme" on the same side of the Amazon

kiver as the twon and the low lying islands and varzea across

the river from the town. The characteristic economic adjust-

ment of the neighborhoods on "terra firme" is that of farming

(roceiros) producing manioc flour and other foodstuffs for

consumption and sale. The(conomic activity of the nei borhoods

on the islands and varzea is the collection of rubber. The %r

type of micro-area economic activity tends to determine the

settlement pat Lenr of the neighborhood and its relationship

to the town of Ita.+

Those neighborhoods formed of farmers (roceiros) in t1m












Ita community tend to have a nucleated settlement pattern

(not all of them do). They tend to have direct relations with

commercial houses in the town of Ita rather than a local

trade4 barrackc o). They tend to Al have well organized

religious brotherhoods and recognized leaders among themselves.

MOn the contrary, the neighborhoods of collectors (seriggueiros)

must live in scattered households from 300 to 800 meters apart

to have access to the rubber trails (estradas) which they

exploit. The people of such seringueiro-neighborhoods are

closely tied to a local trader -- their patrao and the

seringalista -- who usually maintains his establishmAnt

in the rural zone outside the town of Ita. Thus, the people

of a seringueiro-neighborhood are related only indirectly

to the town through their patrao to whom they are obligated

by the extension of credits. Such neighborhoods seldom have

well established religious motherhoods. They often celebrate

the festival of the saint which their patrao may be devoted*

and The trading post (barr4cao) serves for tkeO'chapel and for

the local festivities. In the community of Ita, roceiro and

seringueiro neighborhoods are very diffenbly organized and

each has a different relationship to the community center.

IV

Finally, I should like to suggest that we have just

begun the sociological and social anthropological study of

Amazonia. A series of impirAcal stLdies of Amazonian communities














-in various sub-regions is called for to test and modify

the hypotheses set forth in this paper and suggested by the

few studies we have on hand. In this paper, I have re-affirmed *e

Eduardo Galv o's schematic analysis of the periods of

differential influences in the formation of the Amazon

community. This analysis, based upon history is like Oliver

La Farge's periodic analysis for Guatemala, a reduction of

regional historical events and trends to a community level.

It extends into the historic period the broad time levels of

the archeologist. I have also attempted to define an abstract

model for an Amazon community -- it consists of a urban-center

with associated rural neighborhoods. Such neighborhoods differ

from one another in terms of micro-eoologt and basic

economic pursuit and these same factors tend to determine

the form the neighborhood takes and its relationship to the

larger community. The structure of the Amazon community does

not differ fundamentally from that in other regions of Brazll

but the vastness of the region and the xkjaxpfrakxmiaxafxxx

xpAmax yx xftcaxmnyMXaij4xXi xxx-mngit strength of

the Amazon environment make for many unique features. It remains

for the future researches to provide us with.th4- d i ve

fealtunn neighborhoods and communities conforming to

the variety of ecological adaptations. of--Am a a w